Você já pensou que o nome do seu barco vai muito além de uma simples identidade pessoal? Ele é um dado legal oficial, registrado e vinculado ao seu TIE. Qualquer mudança exige um trâmite específico perante a autoridade marítima. O guia Como Alterar o Nome da Embarcação na Marinha do Brasil (Guia Completo) vai sanar suas duvidas.
Muitos donos de barcos desejam fazer essa alteração. Pode ser para marcar uma nova fase, melhorar a aparência ou simplesmente por preferência. A boa notícia é que o processo é permitido e, com a orientação correta, pode ser bem simples.
O caminho principal passa pela Capitania dos Portos da sua região. Após a aprovação do requerimento, todos os registros são atualizados. Seu novo nome constará no documento oficial da sua embarcação.
Não se esqueça da aplicação física! O novo nome deve ser pintado ou fixado nas laterais da proa. Este guia vai te mostrar todos os passos, documentos e boas práticas para essa jornada.
Principais Pontos
- O nome do barco possui valor legal e está atrelado ao seu título de inscrição (TIE ).
- A alteração é um processo formal que deve ser solicitado à Capitania dos Portos, a autoridade marítima competente.
- É necessário preencher formulários específicos, como o Boletim Simplificado de Atualização de Embarcação (BSADE).
- Após a aprovação, a documentação é atualizada e o novo nome deve ser aplicado no casco.
- Existem regras e boas práticas para a escolha de um nome adequado para sua embarcação.
- Manter a documentação em dia evita multas e problemas durante inspeções navais.
- O processo, apesar de burocrático, é claro e acessível quando você segue o passo a passo correto.
1. O Nome do Barco Tem Valor Legal? Entenda Sua Importância
Ao contrário do que muitos imaginam, o nome do seu barco é um elemento oficial com valor jurídico. Ele não é apenas uma escolha pessoal ou estética. Esse nome se torna um dos dados cadastrais fundamentais da sua propriedade náutica.
Qualquer mudança nessa informação exige um procedimento formal. Ignorar essa regra pode gerar problemas sérios durante uma fiscalização.
O nome no TIE: mais do que uma identidade
O Título de Inscrição da Embarcação (TIE ) é o documento de identidade do seu barco. Ele contém todas as características da embarcação, como dimensões, tipo de propulsão e área de navegação.
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O nome que você escolheu também está lá, oficializado. Ele integra a identidade legal do bem. Isso é crucial para processos como venda ou transferência de propriedade.
Durante uma inspeção, a Capitania dos Portos verifica se os dados do documento batem com a realidade. Incluindo o nome pintado no casco. A segurança da navegação depende de registros precisos.
Embarcações que normalmente possuem nome registrado
A grande maioria das embarcações que possuem TIE ou TIEM precisa ter o nome registrado. É uma obrigatoriedade para sua correta identificação legal.
Os principais tipos são:
- Embarcações de esporte e recreio: Iates, lanchas, veleiros e jet skis com motor.
- Embarcações comerciais: Barcos usados para transporte de passageiros ou carga.
- Embarcações de pesca: Usadas profissionalmente na atividade pesqueira.
Para essas categorias, a inscrição da embarcação e seu nome são inseparáveis. A documentação precisa estar sempre em ordem.
Casos em que o nome pode ser opcional ou dispensado
Existem casos específicos onde a inscrição e, consequentemente, o nome registrado, não são obrigatórios. A regra geral considera o tamanho e o tipo de propulsão.
Estão dispensadas de inscrição, e portanto do registro formal do nome:
- Dispositivos flutuantes sem motor (como banana-boat) com até 10m de comprimento.
- Embarcações a remo (como canoas havaianas e skiffs) com até 12 metros.
- Embarcações miúdas, também sem motor, com até 6 metros.
Para esses barcos, o nome é uma opção do proprietário. Mas, se você fizer a inscrição voluntária, o nome escolhido se tornará um dado cadastral oficial.
É vital manter todos os dados atualizados. Uma alteração de dados não comunicada, como a troca do nome, pode ser vista como irregularidade. O resultado pode ser uma multa aplicada pela autoridade marítima.
Consultar um despachante náutico pode ajudar a entender as regras exatas para o seu tipo de barco. Eles conhecem os documentos necessários e o passo a passo correto para qualquer trâmite.
2. Quais Embarcações Precisam Ter Nome Registrado na Marinha?

Antes de escolher um nome, é fundamental saber se sua embarcação se enquadra nas regras que exigem a inscrição na Marinha. A resposta não é única para todos os barcos.
Ela depende do tipo, tamanho e finalidade de uso do seu bem náutico. Conhecer essas regras evita gastos com documentos desnecessários.
Também garante que você cumpra todas as obrigações legais desde o início.
Embarcações de esporte e recreio: a regra geral
A grande maioria dos barcos usados para lazer precisa ser inscrita. Isso vale para iates, lanchas, veleiros e jet skis com motor.
O documento que comprova essa inscrição embarcação é o título inscrição embarcação (TIE). Ele é emitido pela autoridade marítima local.
O processo é feito em uma delegacia agência ou Capitania dos Portos da Marinha Brasil. Seu barco de esporte recreio terá seu nome oficializado nesse título inscrição.
Embarcações comerciais e de pesca: obrigatoriedade e especificidades
Barcos usados para trabalho também têm a exigência do registro. Embarcações de pesca profissional e as de atividade comercial seguem normas próprias.
Elas são detalhadas nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM). O processo de registro é similar ao de esporte.
Porém, podem ser solicitados documentos adicionais. A documentação precisa refletir a finalidade lucrativa da atividade.
Consultar a NORMAM correta é essencial para o proprietário. Assim, você evita atrasos e garante que todos os dados estejam corretos.
Embarcações miúdas e isentas de inscrição
Existem casos onde a inscrição não é obrigatória. São as chamadas “embarcações miúdas”. As regras consideram comprimento e propulsão.
Estão isentas:
- Barcos sem motor com até 10 metros (ex.: banana-boat).
- Embarcações a remo com até 12 metros (ex.: canoa havaiana).
- Embarcações miúdas, sem motor, com até 6 metros.
- Barcos com motor de popa de até 30 HP e menor que 8 metros.
Para esses tipos, o nome é uma escolha opcional do dono. Não há um registro formal perante a autoridade marítima.
Ainda assim, adotar um nome é uma boa prática. Ele ajuda na identificação visual e personalização do seu barco.
Para embarcações maiores, verifique a arqueação bruta (AB). Iates com AB maior que 100 têm um registro diferente, o PRPM, no Tribunal Marítimo.
Sempre consulte a NORMAM vigente. Ela traz todas as características e regras atualizadas para o seu tipo de barco.
Essa verificação prévia economiza tempo e assegura que você siga o caminho certo desde o começo.
3. O Primeiro Passo: Como Registrar o Nome do Barco Legalmente
Fazer o primeiro registro do nome da sua embarcação é mais simples do que parece, desde que você reúna os papéis certos. Este momento transforma sua escolha pessoal em um dado cadastral oficial perante a autoridade marítima.
O registro garante que todos os documentos do seu barco estejam em ordem desde o início. Isso é fundamental para a segurança e para qualquer transação futura.
Documentos exigidos para a primeira inscrição (BSADE, GRU, comprovantes)
A lista de documentos necessários varia conforme o tamanho do seu barco. O coração do processo é o Boletim Simplificado de Atualização de Embarcação (BSADE).
Para embarcações miúdas com menos de 12 metros (TIEM), você geralmente precisará de:
- Requerimento padrão da Marinha.
- BSADE preenchido e sem rasuras.
- Guia de Recolhimento da União (GRU) paga.
- Cópias autenticadas do RG e CPF do proprietário.
- Comprovante de residência atual.
- Prova de propriedade (nota fiscal ou declaração de construção).
- Declaração do fabricante.
- Seguro Obrigatório de Danos Pessoais (DPEM).
- 2 Fotos (popa/través)colorida recente da embarcação em midia CD ou Pendrive
Para barcos maiores (TIE), a documentação pode incluir o BADE e termos de responsabilidade específicos. Sempre confira a lista atualizada na unidade da Capitania dos Portos da sua região.
O processo na Capitania dos Portos, Delegacia ou Agência
O passo a passo é bem direto. Primeiro, você deve pagar a GRU com a taxa de serviço, que custa R$ 48,00.
Em seguida, leve toda a documentação reunida até a unidade competente. Pode ser a Capitania, uma Delegacia ou Agência da Marinha na sua jurisdição.
Muitas unidades já permitem o agendamento eletrônico do atendimento. Isso economiza seu tempo e evita filas.
Após protocolar os documentos, basta aguardar a análise. O tempo estimado para emissão do título varia entre 15 e 30 dias corridos.
Quando estiver pronto, você será avisado para retirar seu novo documento. Pronto, seu barco estará legalmente registrado!
Entenda a diferença entre TIE e TIEM
A principal diferença está nas características da embarcação. O Título de Inscrição de Embarcação Miúda (TIEM) é para barcos com menos de 12 metros de comprimento.
Já o Título de Inscrição de Embarcação (TIE) é para barcos maiores ou com características específicas que os tirem da categoria “miúda”.
Saber qual tipo de documento seu barco precisa é o primeiro passo para um registro sem erros. As características como comprimento, arqueação e propulsão definem isso.
Ambos os títulos contêm todos os dados cadastrais oficiais. Manter esses dados atualizados é sua responsabilidade como proprietário.
Dica importante: Preencha o BSADE com calma e letra legível. Cópias autenticadas evitam questionamentos. Seguir essas orientações à risca acelera todo o processo e te leva mais rápido à água.
4. Como Alterar o Nome da Embarcação na Marinha do Brasil: Passo a Passo

Se você já registrou seu barco e agora deseja dar a ele um novo nome, saiba que o procedimento é totalmente viável. A autoridade marítima prevê esse tipo de solicitação.
O caminho é claro e acessível quando você conhece as etapas. Vamos detalhar cada uma delas para você realizar a mudança com tranquilidade e dentro da lei.
Veja também: Alteração de Características da Embarcação
É possível trocar o nome do barco depois de registrado?
Sim, é perfeitamente possível e permitido. Muitos donos fazem essa alteração por motivos pessoais ou estéticos.
O registro da embarcação não é imutável. Qualquer mudança nos dados cadastrais pode ser solicitada formalmente.
Isso garante a segurança da navegação e a clareza em uma eventual transferência de propriedade. Seu novo nome será oficializado no título.
Passo 1: Preparar a documentação necessária (Requerimento, BSADE, TIE original)
O sucesso do processo começa com a papelada correta. Reunir quais documentos são documentos necessários evita retrabalho.
A solicitação é tratada como uma alteração de dados. Portanto, você precisará de formulários específicos.
| Documento | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| Requerimento padrão | Formulário oficial solicitando a troca do nome. | Preenchido e assinado pelo proprietário. |
| Boletim Simplificado (BSADE) | Boletim de Atualização de Embarcação. | Duas vias preenchidas, sem rasuras. |
| TIE ou TIEM original | Título de Inscrição vigente da embarcação. | É o documento que será atualizado. |
| Cópias autenticadas de RG e CPF | Identificação do proprietário. | Devem estar legíveis e atualizadas. |
| Comprovante de residência | Conta de luz ou telefone com endereço atual. | Recentíssimo, de no máximo 3 meses. |
| Documento que comprove a mudança | Pode ser uma declaração simples do motivo. | Não é sempre obrigatório, mas recomendado. |
Para embarcações de esporte e recreio, essa lista costuma ser suficiente. Confirme sempre na sua região.
Passo 2: Pagar a GRU e protocolar o pedido
Com os papéis em mãos, a próxima etapa é financeira. Você deve pagar a Guia de Recolhimento da União (GRU).
A taxa de serviço para essa alteração de dados é de R$ 30,00. O pagamento pode ser feito em bancos ou online.
Em seguida, leve toda a documentação até a unidade competente. Geralmente é a Capitania dos Portos, Delegacia ou Agência da Marinha da sua jurisdição.
Dica prática: Você pode contar com um despachante náutico para protocolar o pedido. Ele conhece os trâmites e pode agilizar o serviço.
Não saia sem o comprovante de entrada do processo. Esse papel é sua garantia de que o pedido foi formalmente aceito.
Passo 3: Aprovação e atualização do TIE
Após o protocolo, a autoridade marítima analisa seu pedido. Eles verificam se todos os documentos estão corretos.
O tempo de análise varia, mas geralmente leva algumas semanas. Você será notificado quando houver uma decisão.
Com a aprovação, o sistema é atualizado. Seu novo nome passa a constar oficialmente nos dados cadastrais.
Por fim, um novo documento (TIE ) é emitido. Ele conterá todas as informações originais, mas com a identificação renovada.
Retire o título atualizado e guarde-o com cuidado. Ele é a prova legal da mudança realizada.
A alteração do nome é considerada alteração de característica?
Não, a troca do nome não é vista como mudança nas características da embarcação. Dimensões, motor e área de navegação permanecem iguais.
Ela se enquadra apenas como uma alteração de dados. Por isso, o processo é mais ágil.
Existe um prazo legal crucial: você tem 15 dias para comunicar essa mudança à Marinha. O contador inicia quando você decide pela troca.
Esse prazo vale para manter seus dados atualizados. Ignorá-lo pode gerar multa por inconsistência cadastral.
Em casos de reforma que incluam a pintura do novo nome, o prazo se conta da emissão da nota fiscal do serviço. Fique atento!
5. Custos, Prazos e Dúvidas Cruciais Sobre o Nome da Embarcação
Além dos trâmites, entender os custos e prazos é vital para uma gestão náutica tranquila. Muitas perguntas frequentes surgem após a escolha do nome.
Vamos responder às principais dúvidas sobre valores, regras e procedimentos. Isso evita surpresas e garante que sua documentação permaneça sempre correta.
Existe custo para registrar ou alterar o nome? (Taxa de serviço da GRU)
Sim, existe um custo oficial. Tanto para o primeiro registro quanto para uma alteração de dados, você paga uma taxa.
O valor é de R$ 48,00. Ele corresponde ao serviço de análise e atualização dos dados cadastrais pela autoridade marítima.
O pagamento é feito via Guia de Recolhimento da União (GRU). Não há outros valores cobrados diretamente pela Marinha para esse trâmite.
É importante gerar a GRU correta para o serviço de “Alteração de Características/Cadastro”. Confira os dados antes de pagar.
Os métodos de pagamento são variados:
| Método de Pagamento | Prazo de Compensação | Observação |
|---|---|---|
| Internet Banking | Imediato | Opção mais rápida e prática. |
| Caixa Eletrônico | Até 1 dia útil | Disponível em bancos credenciados. |
| Agência Bancária | Imediato | Apresente o código de barras da GRU. |
| Casa Lotérica | Até 2 dias úteis | Aceita pagamento em dinheiro. |
Guarde o comprovante de pagamento. Ele faz parte dos documentos necessários para protocolar seu pedido na Capitania dos Portos.
Posso usar qualquer nome no meu barco? Restrições a considerar
Não, existem limitações. A autoridade marítima prioriza a segurança da navegação e a clareza nas identificações.
Nomes ofensivos, obscenos ou que ridicularizem pessoas são proibidos. Também não pode causar confusão com embarcações oficiais ou de socorro.
Evite nomes extremamente longos ou difíceis de ler à distância. A área de navegação exige identificação rápida e precisa.
Dica: Escolha um nome único e de bom gosto. Isso reflete bem sobre você como proprietário e evita reprovações no pedido.
Preciso alterar o nome pintado no casco antes ou depois da aprovação?
Sempre depois da aprovação oficial. A ordem correta é fundamental para não cometer um erro comum.
Primeiro, seu pedido de alteração de dados é analisado e aprovado. O novo título (TIE) é emitido.
Só então você deve pintar ou fixar o novo nome nas laterais da proa. Isso garante que o que está no casco corresponda exatamente ao documento.
Fazer o contrário pode gerar uma inconsistência grave. Durante uma vistoria, seu barco estaria com um nome não oficializado.
Posso ter dois barcos com o mesmo nome?
Teoricamente, não há uma regra explícita que proíba. Porém, na prática, isso pode criar problemas no sistema de gestão.
A duplicação pode causar confusão em registros, comunicações de rádio e em casos de busca e salvamento.
Recomenda-se fortemente que cada embarcação tenha um nome único. Isso facilita sua identificação absoluta perante a autoridade.
É uma questão de bom senso e organização para a segurança de todos na água.
É obrigatório trocar o nome ao comprar um barco usado?
Não é uma obrigação legal. A transferência de propriedade pode ser feita mantendo o nome antigo.
Muitos compradores, no entanto, preferem trocar. É uma forma de marcar o novo ciclo e fazer do barco algo pessoal.
Se optar por manter, apenas os dados do proprietário serão alterados no título. O nome da embarcação continua o mesmo.
A decisão é totalmente sua. Considere o estado da pintura e seu apego ao nome existente.
O nome do barco interfere na venda ou transferência?
Sim, de forma indireta. O que interfere diretamente é a regularidade da documentação.
Se os dados atualizados no título não baterem com a realidade (nome no casco), surgem dúvidas. Isso pode desacelerar ou até inviabilizar a negociação.
Um comprador sério vai verificar se tudo está alinhado. Qualquer mudança não comunicada gera desconfiança.
Para uma transferência de propriedade tranquila, todos os registros devem estar perfeitos. Isso inclui a correspondência entre o nome oficial e o físico.
Erros mais comuns ao lidar com o nome do barco
Conhecer os tropeços frequentes ajuda você a evitá-los. São falhas simples que trazem dor de cabeça.
O principal erro é não comunicar a alteração de dados no prazo de 15 dias. Isso deixa sua situação irregular.
Outro deslize é escolher um nome que viole as restrições. O pedido será negado e você perderá tempo.
Pintar o nome no casco antes da aprovação oficial, como já falamos, é um equívoco grave. A multa por inconsistência é aplicada na hora da fiscalização.
Também é comum esquecer de atualizar o seguro obrigatório (DPEM) após a troca. A apólice deve refletir o novo nome registrado.
Por fim, muitos não consultam um despachante náutico quando têm dúvidas. Esse profissional conhece o passo a passo e pode prevenir todos esses erros.
Manter a documentação em dia é a chave para navegar com tranquilidade. Fique atento a esses detalhes e aproveite seu barco com total segurança.
6. Conclusão: Navegando com a Documentação em Dia e em Ordem
Regularizar a documentação do seu barco é a chave para navegar com segurança e tranquilidade. Este processo não é só burocracia. É um investimento direto no valor de revenda da sua embarcação e na sua paz de espírito jurídica.
Ao escolher um nome, pense em originalidade e facilidade de leitura. Respeite as normas para evitar reprovação no requerimento. Um bom nome reflete bem sobre você, o proprietário.
Mantenha um arquivo organizado com todos os documentos. Guarde o TIE, comprovantes de pagamento e notas fiscais. Em caso de dúvida, um despachante náutico agiliza o serviço.
Com os dados sempre atualizados, você está livre para desfrutar dos prazeres da navegação. Sua segurança e a do seu patrimônio estarão garantidas.
FAQ Como Alterar o Nome da Embarcação na Marinha do Brasil
Posso escolher qualquer nome para o meu barco?
Não, existem restrições. A Autoridade Marítima proíbe nomes ofensivos, obscenos ou que possam causar confusão em comunicações de emergência. Nomes já registrados para outra embarcação na mesma Capitania dos Portos também não são permitidos. Escolha com critério!
É obrigatório mudar o nome ao comprar uma embarcação usada?
Não é obrigatório. O novo proprietário pode manter o nome existente no Título de Inscrição (TIE ). No entanto, se você quiser personalizá-la, precisará seguir o processo formal de alteração de dados junto à Marinha do Brasil.
Quanto custa e quanto tempo leva para alterar o nome?
O custo principal é a taxa de serviço paga via GRU (Guia de Recolhimento da União). O prazo para análise e emissão do novo documento varia conforme a Delegacia ou Agência, mas geralmente leva alguns dias úteis após o protocolo.
Preciso pintar o novo nome no casco antes do processo?
Não. Primeiro, você deve obter a aprovação oficial da alteração no Registro da Embarcação. Só depois de ter o TIE ou TIEM atualizado em mãos é que você deve aplicar o novo nome na embarcação, conforme as normas de identificação.
Alterar o nome é considerado uma mudança de característica?
Sim. A troca do nome é classificada como uma alteração de característica da embarcação. Por isso, requer a apresentação do Boletim Simplificado de Atualização (BSADE) e a emissão de um novo título de inscrição pela Autoridade Marítima.
Quais documentos preciso para registrar o nome pela primeira vez?
Para a inscrição inicial, você precisará do Boletim de Inscrição, a GRU paga, comprovante de residência, Nota Fiscal da embarcação, e documentos pessoais. Para embarcações usadas, o comprovante de transferência é necessário.

Escritor e entusiasta do universo náutico, dedica-se a traduzir o mar em palavras claras e úteis. Neste blog, compartilha conhecimento prático sobre embarcações, documentação, navegação e normas marítimas, sempre com respeito às tradições da vida no mar e ao jeito clássico de aprender navegando. Aqui, cada texto é pensado para orientar, informar e manter viva a boa e velha cultura náutica — sem rodeios, como um bom rumo traçado na carta.

